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16 mar

Marketing político, ainda mais decisivo

Os intermináveis escândalos que descredenciam a classe política e as mudanças trazidas pela nova legislação, que reduziram pela metade o período eleitoral e proibiram as doações de pessoas jurídicas aos candidatos, desenham um cenário em que o marketing político passa a ser ferramenta ainda mais importante para os candidatos.

Mais do que nunca, as peças do xadrez eleitoral precisam começar a ser movidas muito antes de o eleitor apertar a tecla "confirma" na urna eletrônica.

Engana-se quem pensa que os políticos atuam simplesmente por comandos emocionais. A articulação vai além, mais adiante do que o singelo desejo de ocupar um cargo público. Se as decisões não são necessariamente matemáticas, pelo menos baseiam-se muito em números.

O aquecimento já começou. Como uma partida do articuloso jogo de tabuleiro, as eleições são um emaranhado de táticas e estratégias, sempre baseadas na informação. Assim, as assessorias constroem imagens, fortalecem virtudes, potencializam a visibilidade. É o marketing político em ação.

xadrez

Mas o que faz essa tal coisa? Didaticamente falando, o marketing político é composto por técnicas e ações que visam a aprimorar a imagem de candidatos e políticos em geral, a partir da análise do público, de perfil e identificação e de suas principais características.

Em determinados períodos, propriamente os de campanha, o marketing político desdobra-se em marketing eleitoral, que estabelece estratégias, táticas e ações mais explicitas em busca do voto, obedecendo as limitações da legislação e, claro explorando suas brechas.

Quando o período eleitoral é precedido de um bom marketing político, pensado e executado em longo prazo, os marketeiros agradecem. Afinal, é muito mais fácil pedir voto para um candidato que já carrega uma boa reputação e já conta com uma boa penetração no eleitorado.

Sim, isso não é nenhuma novidade

Nos anos 1950, nos Estados Unidos, o general Einsehower, então candidato, recorreu à uma agência de publicidade para realizar de sua campanha. Na época, foi acusado pelos opositores de se vender como um sabonete.

Já em 1960, foi a vez do primeiro debate político na televisão. John Kennedy e Richard Nixon eram candidatos à presidência dos Estados Unidos. Kennedy contou com assessoria de especialistas. Nixon confiou em seu próprio taco. Relatos de especialistas da época apontam que a estratégia de Kennedy foi decisiva na campanha que o elegeria.

Muita coisa mudou desde então, no marketing político. O acesso à informação se massificou. Hoje é infinitamente mais fácil conhecer a vida pregressa dos candidatos, que, nas redes sociais, também se tornam alvo fácil dos opositores. Tornou-se muito mais difícil construir um candidato que não tenha uma história ou uma identificação com o eleitor. Levando em conta a redução do período eleitoral, essa tarefa tornou-se ainda mais arriscada.

Em resumo, o candidato precisa estar bem assessorado e  informado. Além de saber explorar suas virtudes, tem de conhecer suas fragilidades e estar bem preparado para ser confrontado com elas. Por último, precisa levar muito a sério a velha máxima dos "4 S": suor, sorriso e sola de sapato.

Em pleno 2016, com tantas tecnologias, todos já entenderam que só distribuir “santinho” na porta de escola é muito pouco para quem quer se eleger.

urna

Outro ponto que merece destaque diz respeito à preparação. Não é o planejamento de um jogo, é um campeonato. Se correr demais no começo, no meio do circuito já estará exausto. É uma Olimpíada.

A integração é outro fator-chave. Toda equipe de comunicação e marketing político deve saber que informação é ouro e todo cuidado é pouco. Disciplina também irá pautar essa “competição”. O plano deve ser seguido ponto a ponto. Existem, é claro, brechas para reformulações, já que o cenário é mutante. Estar atento à base estratégica, pode significar bons pontos à frente.

Conheça algumas etapas essenciais para qualquer estratégia de marketing político:

  • Abra mão dos achismos. São necessárias pesquisas para embasamento dos dados que serão trabalhados
  • Não existe candidato perfeito, as falhas podem ser expostas como oportunidades de melhoria e os aspectos positivos devem ser ressaltados
  • Verdade e transparência são regras de ouro
  • Não adianta desenvolver uma estratégia completamente distinta do perfil do candidato
  • O candidato não está sozinho, os ideários do partido político ao qual está filiado devem ser levadas em conta o tempo todo
  • Defina a linguagem mais adequada para se comunicar. A equipe de marketing político deve conhecer o público e saber conversar com ele

Perceba que, mesmo sendo uma construção de marketing, deve estar integrada com a realidade. Não se trata de um espelho distorcido, é um reflexo aprimorado. A indagação entre imagem repassada e prática devem rondar todo o processo eleitoral.

Não é vale tudo!

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